Indicadores da situação fiscal são o destaque da agenda doméstica

A semana trará novos dados da situação fiscal, com divulgação do resultado primário e informações da dívida pública. Esperamos que o resultado primário do governo central de agosto (quinta-feira) deve ficar entre–R$16,0 bilhões e -R$ 20 bilhões, refletindo o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas. Limitando o tamanho do déficit, vale destacar as receitas, que devem ser beneficiadas pela boa arrecadação, pelo recebimento de valores referentes às outorgas, pelo ágio do leilão de dos aeroportos e por parte da devolução dos precatórios não sacados. A razão dívida / PIB deve encerrar o ano em 76,8%, ajudada pela devolução dos recursos do BNDES ao Tesouro.
Também na quinta-feira, o Conselho Monetário Nacional deve manter em 7,0% a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). Apesar do diretor do BNDES (Carlos da Costa) sugerir que o governo reduza a taxa ainda este ano, acreditamos que isso seja pouco provável. É importante ressaltar que o nível decidido na próxima semana será o ponto de partida da TLP (Taxa de Longo Prazo), taxa que substituirá a TJLP a partir de janeiro de 2018.
Além disso, teremos a divulgação da taxa de desemprego de agosto (sexta-feira), que deve recuar de 12,8% para 12,7%, refletindo o incremento da população ocupada. Nossa avaliação tem respaldo no saldo positivo de empregos formais de agosto (35,5 mil, CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego) e na fase inicial da sazonalidade positiva observada na última etapa do ano. A queda da população desocupada também deve contribuir para a redução da taxa. Na semana, também teremos as publicações das sondagens da FGV sobre confiança setorial em setembro. Na terça-feira, teremos o índice da construção e na quarta, a do comércio. Na sexta, está prevista a leitura final da indústria e a do setor de serviços.
Destacamos ainda o IGP-M de setembro (quinta-feira), que deve acelerar de 0,10% para 0,47%, puxado por Milho, Carnes, Minério de ferro e Combustíveis. O INCC-M (terça-feira) deve desacelerar de 0,40% para 0,22% (M/M), em razão do menor ritmo de alta dos custos com a mão de obra.
Na agenda internacional, dados de inflação devem confirmar cenário benigno nas economias maduras. Nos EUA, teremos a divulgação dos dados de bens duráveis de setembro e inflação (PCE) de agosto; ambos devem reforçar um cenário de bom ritmo de crescimento, com inflação bem-comportada. Também serão conhecidos os dados de inflação da Área do Euro (setembro) e do Japão (agosto), para os quais não esperamos aceleração importante no curto prazo.
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