Taxa de desemprego, IGP-M e notas de crédito e fiscal são os destaques da agenda doméstica

Com o feriado do natal na terça-feira, teremos, no geral, uma agenda relativamente fraca de indicadores econômicos.

A taxa de desemprego deve reforçar a mensagem de recuperação gradual do mercado de trabalho e apresentar leve queda em novembro, atingindo 12,0% (descontados os efeitos sazonais). Na sexta-feira, a taxa de desemprego de novembro deve cair de 11,7% para 11,5%, em razão da menor população desocupada (-315 mil) e da maior população ocupada (85 mil). Com ajuste sazonal, a taxa deve se manter em 12,1%.

O IGP-M de dezembro, influenciado por combustíveis e produtos agropecuários, deve apresentar nova deflação, de 1,14%. Na sexta-feira, o IGP-M de dezembro deve passar de –0,49% para –1,02% devido ao barateamento dos combustíveis (Gasolina e óleo diesel) e dos produtos agropecuários. A dinâmica favorável do preço do Minério de ferro também deve contribuir para o movimento.

A nota de crédito do Banco Central, por sua vez, deve indicar aceleração das concessões, em especial de pessoa física. O resultado primário do governo central de novembro deve sair de R$9,5 bilhões para –R$11,5 bilhões devido aos repasses sazonais aos Estados e Municípios, relacionados com benefícios previdenciários, gastos com pessoal e encargos. Além disso, os dispêndios com subsídio ao Diesel também devem prejudicar o desempenho do indicador. O resultado consolidado do setor público sai na sexta e deve mostrar déficit em torno de R$ 13 bi.

A agenda internacional será esvaziada nesta semana. O destaque será o resultado prévio da inflação ao consumidor na Alemanha, cujo resultado de dezembro deverá seguir mostrando comportamento benigno.

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