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Agenda Econômica Semanal – 24 a 30 de abril de 2017

Resultado das contas públicas é o destaque da agenda doméstica desta semana

As atenções da agenda econômica desta semana estarão voltadas para as divulgações dos dados de arrecadação e das contas públicas de março. A arrecadação de impostos e tributos, ainda sem data definida para divulgação, deve aumentar de R$92,4 bilhões para R$100,6 bilhões em março, impulsionada pelo incremento sazonal oriundo do recolhimento do Imposto de Renda. Caso nossa estimativa se confirme, a arrecadação federal terá alta anual de 0,6% em março. Na quinta-feira, o déficit primário do governo central de março deve ser reduzido de –R$26,3 para –R$9,2, influenciado pelo impacto positivo do Imposto de Renda na arrecadação. Entretanto, em 12 meses, continuaremos observando alta do déficit real. Na sexta-feira, o Banco Central divulgará o resultado primário consolidado de março. Além disso, na terça-feira, teremos a nota do setor externo de março: projetamos saldo negativo em conta corrente de US$ 420 milhões e Investimento Direto no País somando US$ 7 bilhões.

Em relação à inflação, após os dados do IPCA-15 apontarem para inflação ligeiramente abaixo do centro da meta nos últimos doze meses, o resultado do IGP-M de abril, a ser conhecido na quinta-feira, deverá reforçar nossa expectativa de continuidade de desinflação. O índice de inflação deve mostrar deflação de 1,08%, após ter registrado variação de 0,01% em março. O movimento deve ser liderado queda dos preços dos produtos agropecuários, refletindo a deflação dos grãos (soja e milho), das frutas (laranja e maça) e das carnes (bovinos e aves). Acerca deste último item, vale citar a fraca demanda devido aos efeitos da Operação Carne Fraca da Polícia Federal e do orçamento restrito das famílias. Além disso, o segmento Produtos Industriais também deve contribuir para a queda da inflação devido ao recuo do preço do Minério de ferro. Na quarta, o INCC-M, deve desacelerar de 0,36% para -0,02% em abril, influenciado pela deflação de Materiais e serviços da construção civil.

A agenda doméstica também contará com a leitura da Pnad Contínua de março, na sexta-feira. Considerando o resultado negativo do mercado formal, reportado pelo Caged na semana passada, a taxa de desemprego de março deve subir de 13,2% para 13,7%, refletindo o aumento da força de trabalho e o aumento da desocupação. Com ajuste sazonal, estimamos que a taxa de desemprego subiu de 13,1% para 13,2%. Por fim, ao longo da semana, a FGV divulgará os resultados das sondagens referentes a abril.

A agenda internacional terá como destaque a primeira leitura preliminar do PIB dos Estados Unidos, na sexta-feira, referente ao primeiro trimestre deste ano. Os indicadores coincidentes já conhecidos sugerem um crescimento mais moderado da atividade no período, o que é compatível com maior gradualismo da normalização da política monetária. No mesmo dia, será divulgado o PIB do Reino Unido, também do primeiro trimestre, e a prévia do índice de inflação ao consumidor da Área do Euro de abril, que deverá mostrar continuidade da desaceleração dos preços de energia. Além disso, merecem destaques as decisões de política monetária do Japão e da Área do Euro, ambas na quinta-feira.

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