Setor Externo e Crédito sãos os destaques da agenda doméstica desta semana

A agenda doméstica de indicadores econômicos desta semana trará a divulgação das notas de setor externo e de operações de crédito, ambas de junho. Além disso, ainda serão divulgados os dados de resultado primário do Governo Central e de arrecadação, que devem mostrar desaceleração.

No decorrer da semana, a arrecadação federal de junho deve subir de R$ 106,1 bilhões para R$ 112,0 bilhões. Se nossa estimativa for confirmada, a arrecadação terá alta anual 3,1%, em termos reais, refletindo a recuperação gradual da economia e os R$ 3,2 bilhões provenientes da 4ª rodada de partilha do Pré-sal. Todavia, vale lembrar que os efeitos negativos da greve dos caminhoneiros no recolhimento de impostos (1º mês com a redução da CIDE e do PIS/Cofins sobre o diesel) devem limitar o desempenho da arrecadação de junho. Na quinta, o resultado primário do governo central deve passar de – R$11 bilhões para –R$11,5 bilhões em junho.

Na sexta, o IGP-M de julho deve desacelerar de 1,87% para 0,47%, refletindo a deflação dos produtos agropecuários. A dissipação dos efeitos altistas da greve dos caminhoneiros, com destaque para os in natura, ajuda a explicar a dinâmica do movimento. O INCC de julho (quinta) deve desacelerar de 0,76% para 0,52% devido à dissipação dos reajustes salariais da construção civil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (sexta) definirá a bandeira tarifária de agosto.

Na agenda externa, os mercados estarão atentos à divulgação do PIB norte-americano do 2º trimestre, que deve confirmar a robustez econômica do país. Além disso, serão conhecidas as prévias dos PMIs de Europa e dos EUA referentes a este mês. Por fim, o BCE terá reunião de política monetária, devendo sinalizar cautela em relação às consequências das tensões comerciais e ajuste bastante gradual dos juros.

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