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Agenda Econômica Semanal – 22 a 28 de janeiro de 2018

IPCA -15, CAGED e decisão da Aneel sobre bandeira de fevereiro pautam a agenda desta semana

O IPCA-15 de janeiro (terça-feira) será o principal destaque da agenda econômica doméstica e deverá mostrar núcleos ainda comportados. Projetamos que o indicador deve acelerar 0,35% para 0,40%, puxado pela aceleração do grupo Alimentação (Tubérculos, Carnes e Frutas). Se nossa estimativa for confirmada, o grupo Alimentação registrará a sua primeira taxa positiva, após sete meses de deflação, mas um cenário ainda benigno dos núcleos de inflação, favorecido pelo reajuste moderado do salário mínimo em 2018. Na sexta-feira, o INCC deve acelerar de 0,14% para 0,23% em janeiro, impulsionado pelos maiores custos com Materiais e serviços da construção civil.

Na semana, ainda teremos as prévias de janeiro das sondagens da indústria, comércio e construção civil, que deverão mostrar pequena acomodação, e a nota à imprensa do setor externo, de dezembro. Hoje, a FGV publicou sua prévia sobre a confiança da indústria. Na quinta–feira é a vez de conhecer a sondagem do consumidor e do comércio. Na sexta-feira a confiança da construção será conhecida. A arrecadação federal de dezembro deve aumentar de R$115 bi para R$139 bi, o que se confirmado, resultará em crescimento real anual de 5,5%. A recuperação gradual da atividade econômica ajuda a explicar nossa estimativa.

Ainda sem data definida, o Ministério do Trabalho e Emprego deve divulgar o saldo de empregos formais (CAGED) de dezembro, que deve mostrar destruição de 423 mil vagas, refletindo a sazonalidade dos desligamentos de empregados temporários contratados para atender a maior demanda de fim de ano. Por fim, a ANEEL decidirá ainda esta semana (provavelmente na sexta-feira) a bandeira tarifária para fevereiro: esperamos manutenção no patamar verde e ausência de taxa extra.

O crescimento forte do PIB dos EUA e prévia dos PMIs de janeiro serão os destaques da agenda internacional desta semana. Esperamos crescimento anualizado de 3,5% do PIB norte-americano do 4º trimestre, reforçando a boa dinâmica da economia. Além disso, teremos as reuniões dos bancos centrais da Europa e do Japão. Para o BCE, esperamos uma leve redução no tom apresentado na última ata. Já para o BoJ, vale ficar atento sobre o posicionamento quanto ao fim dos estímulos. Ainda teremos as prévias de janeiro dos índices PMIs de janeiro.

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