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Agenda Econômica Semanal – 20 a 26 de novembro de 2017

Semana terá o IPCA-15 de novembro e as atas do Fed e BCE

Esperamos aceleração do IPCA-15 de novembro (quinta) que deve passar de 0,34% (em outubro) para 0,38%, em razão do encarecimento das contas de luz provocado pela adoção da bandeira tarifária vermelha nível 2 e pela sobretaxa, que entrou em vigor em 1º de novembro. Além disso, a alta no preço do gás de botijão e a intensificação do ritmo de alta da gasolina também devem contribuir para o avanço do índice. Se confirmado, em 12 meses, o IPCA-15 registrará aceleração de 2,56% para 2,71%, o que representará a 1ª aceleração anual desde setembro do ano passado. Na sexta, o INCC-M deve acelerar de 0,20% para 0,38% em novembro devido aos maiores custos com a mão de obra da construção civil. Apesar disso, o núcleo da inflação deve continuar bem-comportado em novembro, uma vez que o ritmo de crescimento da economia continua abaixo do potencial. Assim, com núcleos dos índices de inflação deverão oscilar ao redor de 3,5% em 6 meses, cuja principal leitura continua sendo de inflação benigna e com espaço para continuidade do ciclo de redução de juros.

Os dados do Caged, divulgados na segunda-feira (dia 20) pelo Ministério do Trabalho, apontaram a criação líquida de 76,6 mil postos de trabalho formais em outubro. Esse resultado superou nossa projeção e a mediana das expectativas do mercado, de 7 mil e 15 mil vagas, respectivamente. O resultado positivo foi espraiado, com comércio registrando aumento de 33,2 mil vagas, a indústria gerando 33,2 mil vagas e serviços, 15,9mil. Por outro lado, agropecuária e construção civil registraram resultado negativo, de 3,5 mil e 4,7 mil, respectivamente. O desempenho de outubro reforça a visão de que a recuperação do mercado de trabalho está ocorrendo.

O IBC-Br, proxy mensal do PIB e divulgado na segunda-feira, subiu 0,4% na passagem de agosto para setembro, ajustado para os efeitos sazonais, conforme divulgado há pouco pelo Banco Central. O resultado ficou em linha com as expectativas dos analistas de mercado e reverteu a queda de 0,4% observada no mês anterior. Na comparação interanual, houve alta de 1,3%. Esse resultado corrobora nossa expectativa de retomada gradual da atividade econômica, com crescimento do PIB no terceiro trimestre. Esperamos ainda uma aceleração da atividade econômica no quarto trimestre, consistente com nossa projeção de uma expansão de 0,9% do PIB neste ano.

Na agenda internacional, destaque para a ata do FOMC (quarta-feira), na qual o Fed deve reforçar sinalização de elevação da taxa de juros em dezembro. O BCE também divulgará sua ata (quinta-feira), em que deve manter o tom gradualista adotado nas últimas comunicações. Os PMIs preliminares para novembro da Área do Euro e dos EUA também serão divulgados. Esperamos que esses indicadores reforcem cenário de crescimento robusto nessas regiões, como já vem sendo observado nos últimos meses.

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