Inflação e atividade são destaques da agenda doméstica

Inflação e dados de atividade, destaque para produção industrial de julho e emplacamento e produção de veículos de agosto, são os destaques da agenda doméstica esta semana. O índice oficial de inflação ao consumidor, o IPCA (do IBGE) em agosto (sexta-feira) deve desacelerar de 0,19% para 0,09%, refletindo a intensificação da deflação da Alimentação no domicílio, com destaque para os in natura e Carnes. O arrefecimento dos Transportes, refletindo a deflação da Passagem aérea e dos Combustíveis, também deve contribuir. Além disso, destaque para o provável menor ritmo de alta do grupo de Despesas pessoais e de Comunicação.

Na sexta-feira também, conheceremos o IGP-DI de agosto que deve intensificar seu ritmo de deflação, caindo de –0,01% para –0,51% na passagem de julho para agosto. A queda no preço do minério de ferro, juntamente com a deflação dos in natura, devem pressionar os preços do atacado para baixo. Na direção oposta, a alta no preço da Soja juntamente com Leite e Aves deverá conter o movimento de queda. Os IPCs da 4ª quadrissemana de agosto também devem ser conhecidos na próxima semana. O da FIPE deve acelerar, puxado pelo grupo Saúde. Já o da FGV deve desacelerar, refletindo a deflação do grupo Alimentação.

Na terça-feira, a produção industrial deve crescer 0,7% MoM. Dão suporte à estimativa, os bons indicadores coincidentes como o de expedição de papel ondulado (2,8% MoM, ABPO), o fluxo de veículos pesados nas estradas (2,1% MoM, ABCR) e o Nível de Utilização de Capacidade Instalada (0,7% MoM, FGV). Nesta segunda, a A Fenabrave deve publicar, sem horário definido, o resultado de vendas de veículos de agosto representadas pela quantidade de emplacamentos. Em julho, as vendas de veículos, considerando todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) registraram crescimento de 13,94% sobre igual mês do ano passado, somando 349.450 unidades. Na comparação com junho, representou alta de 10,42.

No exterior, dados de atividade global e emprego dos EUA concentrarão as atenções da agenda. Serão divulgados os índices PMI de indústria e serviços de agosto da China, dos EUA e da Área do Euro referentes a agosto, que devem apontar para continuidade da desaceleração. Nos EUA, conheceremos também o ISM e a criação de vagas de trabalho em agosto (cuja expectativa é de geração ao redor de 150 mil postos).

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