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Agenda Econômica Semanal – 2 a 8 de janeiro de 2023 : 2023 começa com olhares atentos para as primeiras decisões de Lula e para a Ata do Fed nos EUA

A primeira semana de 2023 começa com um dia de menor liquidez devido às bolsas dos Estados Unidos e Reino Unido estarem fechadas. Mas isso não significa que a agenda esteja totalmente esvaziada. Os próximos dias desta semana contam com divulgações importantes, como os dados do mercado de trabalho nos EUA e a ata da última reunião do Fed, o banco central norte-americano), que teve como resultado um novo aumento dos juros. Na agenda doméstica, a maior expectativa fica por conta do cenário político, após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O mercado acompanha atento as primeiras decisões de Lula à frente de seu terceiro mandato como Presidente da República, assim como mudanças no comando da Petrobras e a desoneração dos combustíveis. A primeira medida já veio no final da tarde de domingo (1º de janeiro), com o anúncio das primeiras Medidas Provisórias entre as quais a ampliação, por 60 dias, da desoneração dos combustíveis e a garantia do pagamento de R$ 600 do Bolsa Família. Além disso, os investidores poderão acompanhar os primeiros passos da equipe econômica que tem a frente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com a questão fiscal sendo o principal ponto de atenção do mercado.

Na agenda local desta semana, o destaque entre os indicadores de atividade será a Produção Industrial, a ser divulgada na próxima quinta. Para essa divulgação, esperamos que a indústria mostre contração importante na comparação com o mês anterior (-0.6%), devolvendo o ganho observado no mês anterior.

Entre os indicadores de inflação, a semana começa com a publicação do IPC-S de dezembro (divulgado nesta segunda-feira), que desacelerou a 0,35%, após altas de 0,44% na terceira quadrissemana do mês e 0,57% em novembro. O indicador acumulou inflação de 4,28% em 2022, ante 9,34% em 2021. O IPC-Fipe para o mês de dezembro será conhecido na quinta e tende a desacelerar com a moderação desses mesmos grupos.

O destaque entre os indicadores de inflação fica por conta do IGP-DI de dezembro, que será divulgado na sexta-feira. Nossa projeção indica que o índice acelerará de maneira importante em relação ao mês anterior (de –0,18% para 0,38%), sob influência do avanço do minério de ferro, que será o gran-de vetor da mudança de sinal dos produtos industriais no âmbito do produtor.

Já na agenda internacional, a semana conta com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), o Copom do Banco Central americano. Na última reunião, em 14 de dezembro, o Federal Reserve elevou os juros básicos da economia dos EUA em 50 pontos-base, reduzindo o ritmo de aperto monetário.

A ata da última reunião do FOMC (quarta-feira) deverá trazer novos subsídios com relação às decisões futuras do board do Fed. A discussão presente no documento deverá se relacionar a temas como a evolução do mercado de trabalho como vetor importante para a inflação corrente, respaldando a necessidade de continuar o movimento de alta de juros e a avaliação a respeito das revisões das projeções do Comitê, tanto da FFR, quanto para o PCE. Ainda na quarta serão divulgados os dados semanais das solicitações de empréstimos hipotecários.

As condições para o mercado de trabalho americano serão avaliadas tanto pelo JOLTS na quarta-feira, quanto pelo relatório de emprego ADP na quinta, cuja expectativa é de aumento no número de vagas criadas com a abertura líquida de 140 mil novas vagas ante 127 mil do dado anterior. Ainda na quinta teremos a complementação dos dados com os pedidos de seguro-desemprego e na sexta-feira a taxa de desemprego deve apresentar estabilidade (3,7%).

Na Europa, destaque para os indicadores de inflação. Na terça a prévia da inflação de dezembro na Alemanha, medida pelo CPI, deve desacelerar de 10,0% para 9,1% (A/A). Na quinta, o PPI de novembro da Zona do Euro deve mostrar desaceleração assim como, as prévias do CPI de dezembro na sexta. O PPI da Área do Euro deverá passar de 30,8% para 27,5% (A/A) e a prévia do CPI de 10,1% para 9,6% (A/A). Ainda na sexta, serão anunciadas as Vendas no Varejo da Área do Euro e da Alemanha referentes a novembro. Em ambos os casos, a expectativa é de recuperação parcial na comparação com outubro. Finalizando a semana com as divulgações dos Indicadores de Confiança da Área do Euro, com perspectiva de estabilidade ou leve melhora em relação ao observado em novembro.

Na Ásia, apenas os PMI’s na China apurados pela Caixin ganharão destaque. O PMI Manufatura para o mês de dezembro será anunciado na segunda, sendo aguardado uma pequena queda (de 49,4 para 49,1). Já o PMI de Serviços (quarta) deverá se acelerar marginalmente (46,8 ante 46,7). Ainda na quarta o resultado da balança comercial será divulgado.

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