Feriado no meio da semana, tem agenda morna: indicadores da indústria reiteram retomada lenta e gradual

Na agenda doméstica, os destaques serão a produção industrial de março e o IGP-M de abril. Esses indicadores não devem alterar nossa leitura atual de uma retomada ainda lenta e gradual da atividade e inflação pressionada no curto prazo. Na Câmara, feriado, pode prejudicar tramitação da reforma.

Nossa expectativa para os dados de atividade na semana não é animadora para o encerramento do 1º trimestre do governo Bolsonaro. A produção industrial de março sai no dia 3 (sexta-feira) e estimativa mediana aponta queda de 0,8% MoM e 4,9% YoY. A taxa de desemprego também de março será divulgada no dia 30 de abril (terça-feira) e deve subir de 12,4% para 12,9%. Agenda ainda prevê resultado fiscal. O IGP-M, divulgado nesta segunda-feira, subiu 0,92% em abril, desacelerando do patamar de 1,26% alcançado em março. A taxa, contudo, foi a maior para o mês desde 2015, quando havia sido de 1,17%.

A agenda internacional estará concentrada na decisão de política monetária dos EUA e nos indicadores de atividade e inflação de Europa, China e EUA. Deveremos monitorar qual será a mensagem do BC norte-americano após o resultado do PIB do primeiro trimestre ter mostrado crescimento forte. Além disso, os dados de mercado de trabalho e inflação nos EUA ajudarão a calibrar as apostas em relação aos próximos passos de política monetária no país. Na Área do Euro, o PIB do primeiro trimestre deve reforçar esse cenário de diferencial de crescimento pró-EUA. Por fim, os índices de atividade de abril devem dar o tom de como foi o início do segundo trimestre da atividade global.

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