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Agenda Econômica Semanal – 19 a 25 de julho de 2021

Inflação e arrecadação serão os destaques da agenda doméstica

 

Em semana de agenda econômica minguada, o radar dos investidores estará voltado para o resultado da prévia oficial da inflação, o IPCA-15 (sexta-feira) de julho. A semana deve trazer ainda dados da arrecadação federal de junho, mas sem data específica.

Na sexta-feira, o IPCA-15 deve desacelerar de 0,83% para 0,68%, em razão do arrefecimento dos preços administrados (combustíveis) e deflação de planos de saúde, decorrente da incorporação do reajuste anual negativo, mas ainda sem dar sinais de alívio significativo, sugerindo a manutenção da cautela quanto à dinâmica inflacionária. Além disso, passagens aéreas, alimentação fora do domicílio e bens industriais, em razão do decréscimo do etanol, também deve contribuir para o alívio no ritmo de alta do índice. No mês, as maiores pressões devem vir das contas de energia elétrica, com o reajuste da cobrança extra da tarifária vermelha nível 2, da gasolina, devido ao ajuste nas refinarias, e das passagens aéreas, por conta do período de férias. Ainda, a maior reabertura da economia pode favorecer o repasse dos custos vindo do atacado para a inflação dos serviços, sendo uma fonte adicional de atenção. Assim, o cenário segue bastante desafiador, podendo levar o Copom a ajustar para cima o ritmo de elevação da Selic na sua próxima reunião.

A 2ª prévia do IGP-M de julho (terça-feira) deve desacelerar de 1,27% para 0,30%, puxado pelos produtos agropecuários e produtos industriais (combustíveis, metalurgia e alimentos industriais). O arrefecimento do INCC (Materiais e serviços: 1,84% para 1,35% | Mão de obra: 3,70% para 1,35%) também deve contribuir para o movimento.

Na semana, a arrecadação federal de junho deve totalizar R$134,6 bi, equivalente a 44,0% de crescimento real interanual. Novamente o resultado segue impactado por efeito da base deprimida em 2020, quando foram diferidos em torno de R$20,0 bi de tributos no mesmo período do ano passado. Dessa maneira, destaque positivo para Contribuições, com avanço esperado de 107,0% YoY, seguido por Importação (+70,0%, YoY) e Receita Previdenciária (+64,3%, YoY). De toda forma, o resultado deste ano deve ser positivo mesmo quando comparado com o desempenho de junho dos anos anteriores, não afetados pela pandemia, com o bom desempenho deste ano refletindo a recuperação da atividade econômica e a boa arrecadação de impostos ligados ao setor externo (elevados preços das commodities). No geral, os resultados recentes têm possibilitado revisões para cima das projeções de arrecadação, projetada em R$ 1,75 trilhão para 2021, segundo o boletim Prisma Fiscal (elaborado pela SPE junto aos analistas do mercado), o que equivale a uma alta real de 3,7% ante 2019, e para baixo do déficit primário esperado para 2021, neste caso, com as expectativas em R$ 184,3 bi (inferior ao déficit primário de R$ 200 bi projetado até o mês passado).

Na agenda externa, destaque para a decisão de política monetária e índices PMI na Europa. Na quarta-feira, o Banco Central Europeu anunciará sua decisão de política monetária, quando deverá ajustar sua orientação para os próximos meses após anunciar as mudanças de suas estratégias (que agora indicam uma meta simétrica da inflação de 2%). Já na quinta-feira, teremos a prévia dos índices PMI referentes a julho dos países europeus.

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