Semana vem morna, com o radar do mercado voltado para os indicadores de inflação

O foco desta semana no Brasil serão os dados de inflação, com os principais eventos concentrados na quinta-feira: divulgação do IPCA-15 e do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Em linhas gerais esperamos continuidade do cenário inflacionário benigno. O IPCA-15 de setembro deve desacelerar de 0,35% para 0,13%, refletindo o barateamento dos alimentos, bem como o menor ritmo de alta dos preços de Energia elétrica devido à troca da bandeira tarifária de vermelha para amarela em setembro. Já no RTI, documento importante para a atualização do cenário do Banco Central para a economia doméstica e avaliação da trajetória da Selic neste final de ciclo de flexibilização monetária, a autoridade monetária deve manter a projeção de inflação observada no último Copom, que estava em 3,3% para 2017 e 4,4% para 2018. Diante disso, ganha importância o acompanhamento das estimativas para o IPCA no 2º semestre de 2019.

Ainda sem data definida, a arrecadação federal de agosto será conhecida na semana. Nossa estimativa é R$ 97,3 bi, o que representará alta real de 3,4% (a.a), ante –0,3%. Apesar dos sinais consistentes de recuperação da economia, a arrecadação segue bastantes abaixo das expectativas do governo. Na sexta-feira, a FGV publicará suas sondagens sobre a confiança do consumidor e da indústria (prévia), ambos referentes à setembro. No mesmo dia, a CNI também divulgará seu indicador sobre a confiança da indústria de setembro. No decorrer da semana, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgará a geração de empregos formais de agosto (CAGED). O saldo a ser conhecido deverá ser positivo pela 5ª vez seguida na série sem ajuste sazonal.

Na agenda internacional, os primeiros indicadores de setembro deverão confirmar crescimento ainda robusto no terceiro trimestre. Serão conhecidas as prévias dos PMIs do mês de setembro da Europa e dos EUA. A expectativa é de que os dados confirmem a visão de uma expansão ainda robusta no terceiro trimestre, ainda que o dado norte-americano possa ser contaminado pelos efeitos dos furacões. Com relação às decisões de política monetária, destaque para os EUA, onde esperamos que o FOMC inicie o processo de redução do balanço e prossiga com a discussão sobre os reais riscos de inflação no médio prazo.

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