Agenda Econômica Semanal

18 a 24 de janeiro de 2016

Brasil: O Copom pode ser um entrave à Fazenda na estratégia de estabilizar a economia. Apesar de o Bacen ter sentido desde o início do ano pressão do governo para parar de elevar a taxa básica de juros e preferencialmente iniciar o quanto antes cortes na Selic, a posição da REAG se mantém pela elevação dos juros na reunião do Copom, marcada para acontecer esta semana. Lembrando que no dia que foi anunciada a saída de Joaquim Levy da pasta da Fazenda, o Bacen divulgou nota reiterando que a troca por Nelson Barbosa não representa “qualquer mudança na política monetária em curso”. Desde a ata da reunião do Copom em novembro passado, a posição do Bacen era de que faria o necessário para levar a inflação abaixo do teto da meta (6,5%) em 2016 e de encontro à meta, de 4,5%, em 2017. Frente ao posicionamento do Bacen e a atual conjuntura macroeconômica, a REAG entende que a uma nova alta da Selic ocorrerá na reunião do Copom desta semana. Tal posição, reforçaria a austeridade da política monetária do Banco Central, assim como sua independência como gestor público. Além disso, no mercado futuro de juros, os DIs apontam chance de 60% de alta de 0,5 ponto.
Os economistas mantiveram a perspectiva de que a Selic será elevada em 0,5 ponto percentual nesta semana, segundo a pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira. A projeção para a Selic no final de 2016 permaneceu em 15,25%. De acordo com o Focus, o cenário inflacionário segue em deterioração e a expectativa para a alta do IPCA em 2016 subiu para 7%, meio ponto porcentual acima do teto da meta do governo, de 6,5%. A meta da inflação para 2016 está em 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais para cima e para baixo. Em 2017 a meta do governo se mantém em 4,5%, mas com tolerância menor, de 1,5 ponto percentual para mais e para menos. Conforme divulgado no relatório do Bacen, a estimativa de inflação do mercado para o próximo ano subiu para 5,40%, versus os 5,20% esperados anteriormente.
Corroborando com as perspectivas de mercado, a inflação medida pelo IPC-S subiu da primeira para a segunda semana de janeiro, ao passar de 0,99% para 1,30%, segundo dados da FGV divulgados há pouco. Nessa apuração, seis das oito classes de despesa que integram o cálculo do índice ficaram mais caras, com destaque para o grupo educação (leitura e recreação), cuja taxa subiu de 1,27% para 3,06%, influenciado pela aceleração nos preços do subgrupo “cursos formais”: alta de 5,02%. Também puxaram para cima o IPC-S os grupos alimentação (de 1,92% para 2,19%), habitação (de 0,45% para 0,68%), transportes (de 0,85% para 1,14%), comunicação (de 0,25% para 0,50%) e despesas diversas (de 0,73% para 1,02%). Por outro lado, apenas o grupo vestuário registrou desaceleração na alta dos preços (de 0,81% para 0,44%) apresentou desaceleração de preços. O grupo saúde e cuidados pessoais manteve estável a alta de 0,62% nas duas últimas apurações.
AGENDA 18 A 24 DE JANEIRO 2016

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