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Agenda Econômica Semanal – 17 a 23 de maio de 2021

Agenda focada no exterior, com atenções voltadas para a ata do FOMC

 

O grande destaque desta semana fica por conta do debate sobre crescente sobre pressões inflacionárias nos EUA, lançando forte atenção sobre a da REAG Investimentos (quarta-feira). Embora realizada antes da divulgação da inflação ao consumidor de abril, que surpreendeu com uma alta maior que a esperada, o mercado ficará cada vez mais atento à leitura que os membros do colegiado farão do cenário atual e da possibilidade de anúncio da retirada dos maciços estímulos monetários, a começar pela redução do volume de compras de ativos pela instituição. De toda forma, o documento a ser divulgado nesta semana deve manter o discurso atual, que a economia ainda precisa de maiores avanços até chegar ao ponto em que será possível retirar os estímulos monetários. A agenda internacional traz ainda os primeiros indicadores de atividade industrial de maioDestaque para as prévias dos índices PMI da Área do Euro na sexta.

A agenda doméstica desta semana vem bem enxuta. IGP 10 de maio e arrecadação de impostos federais de abril serão os destaques. Na segunda-feira pela manhã (17 de maio), a FGV divulgou o IGP-10 de maio, que mostrou alta de 3,24% no mês, acumulando avanço de 35,91% em 12 meses. O resultado ficou bem acima das expectativas e segue indicando fortes pressões de custo no atacado (+4,20%), mesmo com alguma descompressão dos preços dos combustíveis. Agora, a pressãde alta é liderada por commodities agrícolas, como milho e soja, e o minério de ferro, sugerindo continuidade das pressões inflacionárias no curto prazo por parte de alimentos e bens industriais no varejo.

Sem data definida, a Receita Federal divulga o resultado da arrecadação federal de impostos de abril, que deve recuar de R$137,9 bilhões para R$137,5 bilhões, refletindo o início dos diferimentos de tributos do Simples Nacional. No entanto, na comparação interanual, o avanço deve ser expressivo (crescimento real de 25,2%, a.a.). A expressiva alta anual se dá em função da base de comparação fortemente deteriorada, uma vez que, em abril do ano passado, o resultado foi bastante influenciado pelos diversos diferimentos decorrentes da pandemia, que somaram aproximadamente R$ 35,0 bilhões. De toda forma, o resultado de abril de 2021 deve manter o tom positivo visto nas últimas divulgações, favorecido pela arrecadação de impostos ligado ao comércio exterior, refletindo a alta dos preços das commodities (e do dólar), além da maior resiliência da atividade econômica neste início de ano.

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