Ata, relatório de inflação e IBC-BR serão os destaques da agenda doméstica

O IBC-BR será divulgado na segunda-feira e deve se manter estável em relação ao mês anterior, segundo nossa projeção, reforçando que o ritmo de expansão da economia segue moderado. O resultado reflete, por um lado, a queda das vendas no varejo e, por outro, o avanço observado na indústria e nos serviços. A ata da reunião do Copom (na terça-feira) e o Relatório de Inflação (na quinta) deverão, por sua vez, explicitar maior detalhamento em relação à melhora do balanço de riscos e às projeções de inflação da autoridade monetária.

Na terça-feira, será divulgada a Nota de Política Monetária do COPOM, que deve ratificar o comunicado realizado após a última reunião do comitê, adotando tom mais dovish. Com isso, o mercado deve seguir ajustando suas projeções para a taxa de juros ao final do ano de 2019. Após revisão recente, nossa projeção é a de que a Selic terminará 2019 em 7,75% a.a., com três altas de 25 bps nas últimas reuniões do ano. Não podemos descartar a possibilidade de que os juros fiquem estáveis em 2019. Na quinta-feira, o Relatório Trimestral de Inflação será publicado e também atrairá atenções do mercado, já que fornecerá mais subsídios sobre os cenários levados em consideração pelo BACEN em sua decisão de política monetária.

Teremos também esta semana indicadores do mercado de trabalho e do nível de preços. Os empregos formais medidos pelo CAGED serão divulgados na próxima semana e espera-se uma criação de vagas ainda bastante incipiente, apesar da evolução na comparação com novembro de 2017. Nossa estimativa é a de que serão gerados 16 mil empregos formais no mês. A 2ª prévia do IGP-M será divulgada na terça e não deverá mostrar alteração de tendência, aprofundando o ritmo de deflação influenciada, principalmente, pela queda no IPA Industrial. O IPCA-15 será conhecido na sexta-feira. Nossa projeção da GERAT indica que o índice deverá mostrar deflação de 0,14% (M/M), influenciado pela queda nos preços de energia e transportes.

Na agenda internacional, destacamos a divulgação do PIB do terceiro trimestre e a decisão de política monetária nos EUA. O PIB do terceiro trimestre dos EUA deverá confirmar que o crescimento continua em ritmo acelerado. Já a última reunião do ano do FOMC não deverá trazer surpresas, com alta de 0,25 p.p. da taxa de juros. O mais relevante, porém, será a sinalização do FED no comunicado acerca dos próximos movimentos, principalmente tendo em vista o abrandamento do tom dos últimos comunicados e discursos recentes do presidente e diretores.

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