Ata do Copom e RTI são os destaques da agenda desta semana

Na agenda doméstica desta semana, a Ata do Copom e o Relatório de Inflação deverão reforçar a mensagem de que a próxima decisão de política monetária está condicionada à evolução do cenário. Depois de o comunicado da última reunião do Copom ter dado margem a todo tipo de especulação, sem se comprometer com os próximos passos da política monetária, é difícil que a ata (terça-feira) surpreenda com um recado mais explícito. O mercado deve ser obrigado a conviver com mais volatilidade, calibrando as apostas para a Selic, à medida que forem saindo os próximos dados. O investidor quer entender, em particular, que inflação o BC está enxergando.

Na véspera da ata, dois indicadores de inflação comprovam o choque dos preços da carne. O IGP-10 subiu 1,69% em dezembro, após ter aumentado 0,19% em novembro e o acelerou a 0,87% na segunda quadrissemana de dezembro, valor 0,13 ponto porcentual acima da taxa registrada na divulgação anterior, quando havia atingido 0,74%. Ambos indicadores foram divulgados na manhã desta segunda-feira. As parciais do IGP-M e IPC-Fipe saem na quarta-feira.

Mas a maior expectativa fica para o IPCA-15 de dezembro (sexta-feira), que deve mostrar preços de proteínas ainda pressionados, mas núcleos de inflação comportados. Além disso, serão divulgados os indicadores de confiança dos empresários e do consumidor de dezembro. Se vier alto, pode elevar o “mistério do Copom”, que revisou em baixa a projeção de inflação para 2020, mesmo com os preços rodando mais elevados. Quem sabe o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), na quinta-feira, possa ajudar a compreender melhor o que está se passando na cabeça do Banco Central.

Ainda na agenda da semana (sexta-feira), saem os dados do setor externo de outubro, com as transações correntes e Investimentos Diretos no País (IDP), além do relatório mensal do Tesouro da dívida pública de novembro.

No cenário internacional, merecem atenção os resultados da indústria e do varejo chineses em novembro. Esperamos que essas informações, juntamente com as leituras preliminares dos índices PMI de dezembro, confirmem a estabilização da atividade global neste trimestre. Adicionalmente, os dados de consumo dos EUA de novembro seguirão apontando para um crescimento robusto da economia norte-americana.

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