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Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de novembro de 2022 : Semana esvaziada pelo feriado na terça tem o olhar voltado para a PEC da transição e a inflação ao produtor nos EUA

Após forte tombo dos mercados brasileiros na semana passada, com o Ibovespa recuando 5% frente aos sinais de descompromisso fiscal do novo governo, o radar do mercado estará voltado nesta semana para as negociações da PEC da Transição, que só será divulgada após o feriado da Proclamação da República (terça-feira). A proposta abre espaço no Orçamento de 2023 para pagamento de promessas de campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, como o Auxílio Brasil de R$ 600 e aumento real do salário-mínimo. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira divulgou ontem nota afirmando que o Progressistas deve apoiar a PEC, desde que fique restrita a esses dois pontos, que constavam no programa de ambos os candidatos. Na semana passada, em discurso, o presidente eleito defendeu a ampliação de despesas, criticou o teto de gastos e a reforma da Previdência e disse que trabalhará por mudanças na legislação trabalhista.

Nesta segunda-feira, os investidores a divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) de setembro, que apresentou alta de 1,36% no terceiro trimestre deste ano. Em setembro, o dado registrou variação positiva de 0,05%, após ter contraído 1,13% em agosto. A mediana das expectativas apontava para uma queda de 0,15%, segundo pesquisa feita pela Bloomberg. Já pesquisa da Reuters apontava para expectativa de alta de 0,20%. Na comparação com setembro do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 4%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 2,34%, de acordo com números observados.

Em linhas gerais, o IBC-Br de setembro se manteve praticamente estável na margem mensal. De um lado, tivemos o forte e surpreendente desempenho do varejo ampliado (1,5%), o setor de serviços (0,9%) ainda robusto, a redução da incerteza, a melhora da confiança, a desinflação e o índice de condições financeiras marginalmente positivo (0,1). De outro lado, temos a deterioração na indústria (-0,7%) e agropecuária.

Na quinta-feira, teremos a publicação trimestral da taxa de desemprego, trazendo mais aberturas sobre o mercado de trabalho do que na publicação mensal. Por ora, a taxa desemprego ainda não nos parece inflacionária, se situando acima da taxa de desemprego estrutural.

O IGP-10 (também quinta-feira) deve permanecer no terreno negativo pelo quarto mês seguido, ao sair de –1,04% em outubro para –0,50% em novembro. Destaque para a queda do minério de ferro, refletindo a deterioração das expectativas sobre o ritmo de crescimento da China e a intensificação dos efeitos negativos devido ao aperto monetário visto na maioria das principais economias desenvolvidas.

Lá fora, os olhos estarão voltados a dados de inflação nos Estados Unidos e na zona do euro. O PPI (índice de preços ao produtor) dos EUA em outubro sai na terça-feira e o CPI (índice de preços ao consumidor) da zona do euro na quinta. O PPI de outubro deverá apresentar desaceleração de 8,3% ante 8,5% (YoY). Já a leitura final do CPI de outubro na Zona do Euro tende a confirmar avanço significativo para 10,7% (YoY) ante 9,9% (YoY) no mês anterior, pressionado por preços de energia e pelos impactos decorrentes do conflito entre Rússia e Ucrânia nas cadeias de suprimentos.

Na semana passada, a inflação ao consumidor americana no mês passou mostrou uma alta de 0,4%, abaixo das expectativas do mercado, o que fez os principais índices dos EUA subirem com força. No acumulado em 12 meses, os preços da maior economia do mundo bateram o menor nível desde janeiro, o que reforçou as apostas em uma moderação no ritmo de aumento de juros pelo Federal Reserve.

Nesta semana, o destaque na Ásia fica por conta dos indicadores de atividade no início do 4T21 na China e para a prévia do PIB no 3T22 da economia japonesa, que tende a desacelerar para 0,3% (T/T), perdendo força em relação ao avanço de 0,9% (T/T) registrado no trimestre anterior.

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