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Agenda Econômica Semanal – 14 a 20 de janeiro de 2019

Resultados das vendas no varejo e do setor de serviços em novembro devem apontar ligeiro crescimento da atividade

Na terça-feira, esperamos que o desempenho do comércio varejista ampliado siga acima da média dos outros segmentos, com expansão de 0,3% em novembro, refletindo o bom comércio de supermercados (2,0%, MoM, Abras|0,2%, MoM, Boa Vista). Além disso, vale considerar que o efeito positivo do Black Friday, evento que o ajuste sazonal ainda não consegue capturar perfeitamente por ser relativamente recente. No conceito ampliado, que inclui veículos e material para construção, o varejo deve recuar 0,2% MoM. Os dados fracos do setor automotivo, conforme apontado pela Anfavea e Fenabrave, ajudam a explicar nossa estimativa.

O volume de serviços de novembro (quarta-feira) deve ter queda de 0,1% (MoM), em razão da nossa estimativa negativa do varejo ampliado. Considerando esses resultados e o desempenho observado na produção industrial, o IBC-Br, proxy do PIB divulgado pelo BC, deve ter avançado 0,2% em novembro, refletindo a melhora relevante da confiança e o avanço da indústria (0,1%, MoM).

O IGP-10 de janeiro deve sair de –1,23% para -0,04% (M/M), em função da menor deflação
dos produtos industriais e do encarecimento dos alimentos.  Os IPCs da 2ª quadrissemana de janeiro devem acelerar, puxados por alimentos e itens ligados à educação. O índice elaborado pela FGV deve acelerar de 0,44% para 0,55%. No que se refere ao índice da FIPE, deve haver aceleração de 0,06% para 0,14% (M/M). Outro ponto que merece destaque é a provável menor deflação do grupo transporte.

Na agenda internacional, dados da balança comercial chinesa e indicadores de atividade nos EUA serão os destaques. Nos EUA, serão divulgados os dados de vendas no varejo e produção industrial de dezembro e adicionalmente serão conhecidas as primeiras informações de janeiro: sondagens industriais dos Fed´s regionais. Quanto à China, o mercado ficará atento à evolução da balança comercial: as exportações deverão começar a incorporar o impacto do aumento das tarifas para as vendas aos EUA e o volume importado ajudará estimar o ritmo da desaceleração local. Na Europa, a divulgação da produção industrial da Área do Euro de novembro deverá confirmar a desaceleração observada nos dados alemães e franceses.

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