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Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de setembro de 2022 : A atividade econômica é destaque na agenda doméstica

Na terça-feira, o volume de serviços deve avançar 2,9% (MoM) em julho, impulsionado pelas desonerações dos combustíveis (R$7,27 para R$6,26 em julho) e a melhora da atividade de maneira geral. Também dá suporte à avaliação o maior fluxo de veículos pesados nas estradas (4,3%, ABCR).

O varejo restrito (quarta-feira) deve recuar 1,7% (MoM) em julho, refletindo os péssimos indicadores coincidentes. Destaque para a deterioração das consultas ao SCPC (-4,5%) e do movimento do comércio (-1,0%, Serasa). Além disso, também tivemos a ausência de alguns estímulos à renda (FGTS ‘R$1000’ e a 1ª parcela dos aposentados e pensionistas, que foi antecipada). No conceito ampliado, que inclui veículos e material para construção, deve ocorrer queda de 2,6% (M/M). Destaque para intensificação dos efeitos do aperto monetário sobre atividades mais relacionadas com o crédito. Nesse sentido, destaque para o fraco comércio de veículos (-2,4%, MoM, Fenabrave | -2,2%, MoM, movimento do comércio da Serasa) e de materiais de construção (-0,1%, movimento do comércio da Serasa).

Na quinta-feira, o IBC-Br deve mostrar alta de 0,9% (MoM) em julho, impulsionado pela nossa perspectiva positiva para serviços. A indústria (0,6%) também ajudará. Limitando o movimento, destaque para a nossa estimativa negativa para o varejo ampliado.

Na sexta-feira, o IGP-10 de setembro deve sair de –0,69% para –0,50%. No sentido de manter o índice no terreno negativo, destaque para combustíveis, alimentos industrializados, produtos químicos e minério de ferro. Por outro lado, destaque para a aceleração dos grãos, alimentos in natura e passagens aéreas. Também vale citar a dissipação do efeito baixista provocado pela queda dos preços de energia elétrica.

O destaque da semana na agenda internacional estará na divulgação do indicador de inflação de agosto nos EUA para o qual se espera um alívio das pressões inflacionárias no curto prazo, auxiliando um posicionamento menos austero da autoridade monetária. Ainda assim, o CPI de agosto (terça-feira) tende a permanecer em patamar elevado, desacelerando de 8,5% (YoY) para 8,1%, enquanto o núcleo deverá acelerar de 5,9% para 6,1%. Ainda na terça-feira, haverá a publicação do Resultado Mensal do Tesouro referente a agosto, que deve mostrar novo déficit relevante, após ter registrado saldo negativo de US$ 211,1 bi no mês anterior.

Na Europa, o principal evento da semana ocorrerá na sexta-feira com a divulgação da leitura final do CPI de agosto da Área do Euro, com expectativa de manutenção do índice em 9,1% (YoY).  Na Ásia, destaque para a divulgação na quarta-feira da produção industrial no Japão referente à julho e da balança comercial, que deve apresentar aceleração no déficit, com a demanda global mais fraca limitando o crescimento das exportações. Na China, é esperado que a produção industrial de agosto mostre estagnação, impactada pelas ondas de calor, pela falta de energia e pelos surtos de Covid-19. Já as vendas no varejo provavelmente mostrarão crescimento mais rápido em agosto, com o dado indo de 2,7% para 3,2% devido à baixa base de comparação do ano passado. E durante a semana deverá ser definida a taxa de juros de 1 ano (MLF).

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