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Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de julho de 2021

Dados de atividade serão foco da agenda doméstica

 

Nesta semana conheceremos o desempenho do setor de serviços e o IBC-Br referentes a maio. Ambos devem registrar crescimento na margem, confirmando a resiliência da economia nesta 2ª onda da pandemia e reforçando o viés de alta para as projeções do PIB do 2º trimestre e do ano de 2021. Em maio, por exemplo, a indústria voltou a crescer, mesmo com as limitações impostas pela escassez de insumos, e as vendas no varejo seguiram avançando, superando o patamar pré-pandemia. Será divulgado também o IGP 10 de julho, que deve manter a desaceleração observada ao longo de junho. A semana pode ainda trazer dados da arrecadação federal de junho.

O volume de serviços de maio (terça-feira) deve crescer 0,5% (MoM), segunda seguida (+0,7% em abril). O maior impacto positivo deve vir dos serviços prestados às famílias, mais dependentes do fluxo de pessoas, e, portanto, beneficiados pela maior flexibilização das medidas de distanciamento, refletindo o maior fluxo de veículos (3,4%, ABCR) e o bom desempenho do varejo ampliado (2,4%). Na quarta-feira, o IBC-Br de maio deve avançar 0,2% (MoM), também dando continuidade ao movimento de retomada observado em abril (+0,4%), reforçando a expectativa de um resultado ligeiramente positivo do PIB neste 2º trimestre e impulsionado pela boa performance do varejo ampliado e indústria (1,4%). O volume de serviços, se vier alinhada com a nossa expectativa, também deve contribuir.

Na sexta-feira, o IGP-10 de julho deve desacelerar de 2,32% para 0,16%, puxado por produtos agropecuários (grãos e in natura) e industriais (minério de ferro, combustíveis e alimentos industrializados). A acomodação do índice deve seguir refletindo, em especial, a perda de força da inflação no atacado, em função da descompressão dos preços das commodities e da apreciação do câmbio. Já a inflação ao consumidor deve seguir pressionada, por conta dos preços das passagens aéreas e energia elétrica, principalmente. Em 12 meses, o índice deve desacelerar de 36,93% para 34,62%. Além disso, o INCC-10 também deve contribuir para o movimento.

Ao longo da semana, o Ministério do Trabalho e Emprego deve publicar o saldo dos empregos formais de junho (Caged). Nossa estimativa é a de que ocorra saldo de 270 mil vagas.

No ambiente externo, destaque para a inflação nos EUA e dados de atividade da China. A inflação ao consumidor e ao produtor nos EUA ainda deve mostrar números pressionados pela reabertura da economia. Na China, o PIB do segundo trimestre deve desacelerar na comparação interanual, com base de comparação mais elevada. O número já reflete a desaceleração da indústria e do comércio em junho, dados que também serão conhecidos na próxima semana.

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