Agenda doméstica vem fraca esta semana, com IBC-Br fraco e expectativa de agenda econômica positiva

Agenda Econômica Semanal – 12 a 18 de agosto de 2019

Na agenda doméstica, as atenções começaram a semana voltadas para a proxy mensal do PIB. Com poucas divulgações na agenda, o IBC-Br de junho é o último dado importante para as estimativas do PIB do 2º trimestre. A leitura de junho do IBC-Br apresentou recuo de 0,13% no segundo trimestre na comparação com os três meses anteriores, informou o Banco Central na manhã desta segunda-feira (12 de agosto). Em relação ao mesmo segundo trimestre de 2018, houve alta de 0,85%. Esse resultado indica a possibilidade de recessão técnica da economia brasileira: o PIB no primeiro trimestre ficou negativo e, tecnicamente, dois trimestres seguidos de queda na atividade econômica configuram recessão técnica. A boa notícia do dia ficou também com o IGP-M do 1º decêndio que desacelerou 0,65% na esteira da queda generalizada do IPA. Atividade fraca e inflação baixa apontam para mais dois cortes de 50 pontos na taxa SELIC levando essa à taxa anual de 5% no final de 2019.

Para a semana, destacamos também a expectativa gerada por um pacote de medidas que a equipe econômica prepara para os próximos dias. De acordo com notícias divulgadas no final de semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende anunciar esta semana uma agenda econômica que resumirá o plano do governo para o segundo semestre e o longo prazo. Entre os três eixos básicos das medidas, o ministro quer anunciar as linhas gerais das privatizações, a reforma tributária e medidas de desburocratização, com foco em produtividade, competitividade e melhora de serviços. Nesse item, está incluída abertura econômica, com ações como zerar impostos para importação de máquinas e equipamentos sem produção nacional. Só neste ano, o benefício foi concedido a mais de 1.100 produtos. Trata-se de uma comunicação importante e muito bem-vinda, após os primeiros meses do governo dedicados, quase que exclusivamente, à luta pela aprovação da reforma da Previdência, que já está precificada.

Na agenda internacional, os indicadores de atividade nas principais economias serão destaque desta semana. Sem expectativa de novidades nas negociações entre EUA e China, os dados de atividade econômica de julho nos dois países devem dar o tom da atividade econômica no início do 3º trimestre. Ainda livre dos efeitos do recente anúncio de aumento de tarifas, os dados norte-americanos de inflação em julho também serão importantes para monitorar os próximos passos do Fed. Ainda com relação aos dados do 2º trimestre, haverá também a divulgação de outra prévia do PIB da Área do Euro. China tem produção industrial. Na Argentina, o peso promete sofrer, com a derrota feia de Macri nas primárias.

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