As atenções estarão voltadas para os dados conjunturais de atividade econômica de fevereiro

 

Na economia, o destaque da semana será a divulgação dos indicadores de atividade pelo IBGE, que trazem os números de fevereiro. Após a surpresa negativa com a divulgação da produção industrial, o IBGE divulgará as pesquisas de comércio e de serviços, enquanto o BC divulgará o IBC Br. Os dados deverão apontar para crescimento da atividade no período, ainda não refletindo a maior restrição à mobilidade.

Apesar do recrudescimento da pandemia e da reimposição de medidas restritivas, boa parte dos indicadores mais tempestivos seguiram apresentando números positivos em fevereiro, sinalizando que o impacto sobre a atividade ainda foi baixo no mês. Neste sentido, a expectativa do consenso dos analistas para o resultado do varejo ampliado (que inclui veículos e materiais de construção) é de alta de 1,7% no mês, devolvendo parte das quedas observadas em dezembro e janeiro, de 3,1% e 2,1%, respectivamente. No caso do setor de serviços, a expectativa é de uma queda moderada, de 0,4%, interrompendo a sequência de recuperação do setor iniciada em jun/20.

Para março, no entanto, o cenário se mostra consideravelmente pior, com quedas pronunciadas na maioria dos indicadores já divulgados, assim como nos índices de mobilidade. Assim, embora os números de fevereiro ainda tragam um baixo impacto da pandemia na atividade, os dados de março devem mostrar uma deterioração mais expressiva, reforçando a expectativa de queda da atividade no 1º trimestre do ano.

No cenário inflacionário, a FGV divulga o IGP-10 de abril (quinta-feira), que deve mostrar alta de 1,50%, apresentando alguma desaceleração ante o mês anterior (+2,99%). O resultado deve refletir uma alta mais moderada no atacado, especialmente dos combustíveis, que mostraram altas expressivas nas últimas leituras. No entanto, alguns itens devem continuar pressionando o indicador, como o milho, derivados da soja e materiais de construção, embora com alguma moderação. No acumulado em 12 meses, o índice deve acumular alta de 31,66%, praticamente estável ante a taxa registrada em março, de 31,15%.

No exterior, destaque para o PIB chinês e a inflação ao consumidor nos EUA O crescimento interanual da economia chinesa deverá se aproximar de 20 no primeiro trimestre. Nos EUA, a inflação deverá ser o destaque, principalmente em um contexto no qual as expectativas inflacionárias estão em aceleração, o que tem pressionado as taxas longas de juros.

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