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Agenda Econômica Semanal – 10 a 16 de abril de 2017

Banco Central deve reduzir Selic para 11,25%, em reunião agendada para quarta-feira

A reunião do Copom na quarta-feira será o principal evento da semana. Nela, o Banco Central deve intensificar o ritmo de corte da taxa básica de juro, ao reduzi-la de 12,25% para 11,25% a.a., diante da continuidade da desinflação no curto prazo e das sucessivas revisões baixistas das expectativas para a inflação do ano. O conteúdo do Relatório Trimestral de Inflação do 1T17 dá suporte à nossa expectativa. No documento, a autoridade monetária fortaleceu a sinalização de que haverá intensificação moderada do ritmo de corte da taxa Selic, ao considerar que a desinflação está mais difundida nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, além de avaliar que há forte ociosidade na utilização de fatores. Outra informação relevante do RTI 1T17, que fortalece nossa avaliação, foi a revisão para baixo da projeção para o IPCA de 2017, com estabilidade na estimativa de 2018. Acreditamos que o comunicado também trará algum sinal sobre o ritmo de redução dos juros das próximas reuniões.

Além disso, após os resultados negativos de atividade em janeiro, os setores varejista e de serviços deverão devolver parcialmente em fevereiro o recuo do mês anterior. Na quarta-feira, o índice de vendas no varejo restrito de fevereiro deve ter avanço de 1,0% (m/m). O bom desempenho dos indicadores coincidentes, como o do movimento do comércio (1,8%, m/m, Serasa), das consultas ao SCPC (1,9%, m/m) e as vendas nos supermercados (0,7%, m/m, Abras | 0,5%, m/m, Boa Vista) dão suporte à nossa estimativa. Além disso, a deflação observada nos itens do varejo restrito também deve contribuir para o movimento. No conceito ampliado, as vendas devem aumentar 2,8% (m/m) em fevereiro devido ao importante aumento da produção de veículos (12,6%, m/m, Anfavea | 9,7%, m/m, Fenabrave). Um dia antes do feriado de páscoa, na sexta-feira, o volume de serviços de fevereiro será conhecido. Para o índice, estimamos alta de 2,0% (m/m) devido ao maior fluxo de veículos pesados nas estradas (2,0%, ABCR) e à nossa projeção de avanço para o varejo ampliado.

No exterior, após a surpresa baixista com os dados de mercado de trabalho dos EUA, as atenções estarão voltadas às divulgações dos dados de vendas do varejo e de inflação ao consumidor do país, ambos referentes a março, na sexta-feira. Os resultados deverão reforçar a percepção de que a normalização da política monetária dos EUA seguirá de forma gradual. Também merecem atenção as divulgações dos resultados de inflação da Área do Euro e da China, relativas ao mês passado, que ocorrerão ao longo da semana.

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