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Varejo surpreende negativamente e expectativa de estabilização econômica é prorrogada para a frente

O volume de vendas no varejo surpreendeu negativamente em maio, com retração marginal (sobre abril, descontado os efeitos sazonais) de 1% no conceito restrito e queda de 0,4% no ampliado (inclui os setores automotivo e da construção). Com relação a maio de 2015, as vendas recuaram 9% no varejo restrito e 10,2% no ampliado. O mercado esperava ligeiro crescimento marginal do restrito em torno de 0,5%. O resultado reflete a deterioração do mercado de trabalho, a desestruturação da situação financeira das famílias (queda da renda real do trabalhador) e a persistente intranquilidade na confiança do consumidor frente à alta nos preços. Nesse sentido, a REAG descarta a possibilidade de a economia brasileira ter iniciado um ciclo de estabilização no segundo trimestre deste ano, o que deverá ser prorrogado para os próximos períodos.

Na leitura de maio, dos oito segmentos do comércio pesquisados pelo IBGE, apenas “Tecidos e Vestuário” apresentou alta nas vendas restritas (+1,5% m/m), enquanto as nos Hipermercados e Supermercados houve estabilidade. Os demais segmentos registraram contração, com os setores mais sensíveis à renda puxando mais fortemente para baixo o resultado de maio comparativamente aos segmentos sensíveis ao crédito. Avaliamos que o desempenho do varejo deverá seguir deprimido nos próximos meses, para o qual prevemos para este ano queda de 5% nas vendas do restrito e recuo de 7% no ampliado. Se concretizado esse cenário, será o pior desempenho do varejo desde 2001.

varejo maio de 2016 grafico

 

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